Testes genômicos para investigar doenças embrionárias pré-implantação precisam ser discutidos
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Testes genômicos para investigar doenças embrionárias pré-implantação precisam ser discutidos
Mayana Zatz, diretora do CEGH-CEL, traz o assunto à tona a partir de um estudo americano que investigou genomas completos de 110 embriões gerados por fertilização “in vitro” ler
A revista Nature Medicine publicou, em março de 2022, um artigo sobre estudos genômicos em embriões a serem implantados. Os autores investigaram genomas completos de 110 embriões gerados por fertilização in vitro e, por meio de combinações dos genomas parentais com o dos embriões, eles relatam uma eficiência de 97% a 99% nas estimativas relacionadas à possibilidade futura desses embriões desenvolverem doenças comuns, de início mais tardio, como câncer, cardiopatias, diabete tipo 2 ou doença autoimune.
“Algoritmos chamados PRS (do inglês polygenic risk score) vêm sendo desenvolvidos para estimar o risco de que uma pessoa jovem venha a desenvolver essas doenças no futuro”, explica Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP. “Os autores discutem, agora, a possibilidade de implementar essa tecnologia do diagnóstico pré-implantação.”
Na coluna de hoje (28), Mayana utiliza esse estudo para discutir questionamentos científicos e outros problemas que podem surgir a partir dessa tecnologia, como, por exemplo, predições para doenças complexas ainda sem comprovação científica.
Fonte: Jornal da USP
