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Eclipse lunar

Professor de astronomia dá dicas de como observar eclipse lunar total que formará ‘lua de sangue’

Eclipse lunar total começa às 22h30 deste domingo (15) e deve seguir até 3h50 de segunda-feira (16) ler

15 de maio de 2022 - 10:15

O professor do Observatório Didático de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru (SP) Rodolfo Langhi explicou como assistir ao fenômeno do eclipse lunar total, que formará uma “lua de sangue”, neste fim de semana.

O eclipse lunar total começa às 22h30 deste domingo (15) e deve seguir até 3h50 de segunda-feira (16), com previsão de durar, pelo menos, cerca de seis horas.

Poderá ser visto em qualquer lugar do lado noturno da Terra, ao contrário do eclipse solar, que só é observável em uma pequena área ao redor do globo. Neste caso, todo o Brasil, a América Central e partes da América do Norte podem constatar o fenômeno.

Todo o Brasil, América Central e partes da América do Norte podem constatar o fenômeno do eclipse lunar total — Foto: Observatório Didático de Astronomia/Divulgação

Para não perder nenhum instante do espetáculo, o astrônomo recomenda que os interessados façam o uso de um binóculo ou telescópio, seja ele amador ou não. Para isso, é necessário que o céu esteja “limpo”. Não há necessidade de proteção ocular.

Caso o clima ou a condição do céu não esteja favorável para observação do fenômeno, coberto de nuvens ou com chuva, o professor lembra que é possível assistir à transmissão do eclipse em tempo real por plataformas na internet.

Eclipse lunar total deste fim de semana durará cerca de seis horas e poderá ser observado em todo o Brasil — Foto: Observatório Didático de Astronomia/Divulgação

Entretanto, aos que tiverem o privilégio, Rodolfo garante que deveriam assistir ao eclipse, mesmo que a olho nu. Afinal, o fenômeno ocorre durante uma única temporada de eclipses, ou seja, o próximo eclipse lunar parcial será apenas em 28 de outubro de 2023, visível no Brasil durante o “nascer” do astro.

O que é o eclipse lunar total?

O eclipse lunar total ocorre quando, a Terra fica alinhada entre o sol e a lua, sendo que este último astro passa pela sombra do “planeta água”.

Como é um eclipse lunar total — Foto: g1

O que é uma “lua de sangue”?

“Lua de sangue” é o nome popular que se dá ao eclipse lunar, já que, durante o evento, ela deve ficar avermelhada. Nesse caso, a explicação se dá pois os raios solares, apesar de serem encobertos pela Terra, continuam atingindo a superfície da lua, pois a luz do sol atravessa a atmosfera da Terra e é desviada.

“Quando passa pela atmosfera da Terra, a luz branca do sol é espalhada pelos gases da camada. Lembre-se de que a cor branca é a mistura de todas as cores do arco-íris. Devido à composição química da atmosfera, as cores mais espalhadas são as azuladas, restando apenas as cores avermelhadas, as quais seguem caminho e continuam até atingir a lua”, explicou.

Fenômeno da 'lua de sangue' — Foto: Alexandre Mauro/g1 - Fonte: Sociedade Astronômica Brasileira (SAB)

Ainda segundo o professor, a coloração de um eclipse total da lua é uma maneira de medir a situação da atmosfera da Terra a nível global. Isso porque, se a atmosfera da Terra estiver com muitas partículas sólidas microscópicas em suspensão (flutuando) globalmente, os eclipses lunares tendem a ficar mais escuros do que o normal.

“Como o vulcão em Tonga espalhou muitas partículas e fuligem na atmosfera terrestre global, estamos esperando um eclipse mais escuro do que a média”, finaliza.

“Superlua”

Segundo o astrônomo, coincidentemente, será “lua cheia de Perigeu”, popularmente conhecida como “superlua”. A explicação para esse fenômeno é porque a lua está no ponto mais próximo da Terra e, por isso, aparenta ser maior.

Evento para observação

Para acompanhar tudo de “perto” e bem explicado, telescópios apontados para o céu e uma palestra com o professor Rodolfo marcam o evento no Museu do Café, localizado a cerca de 30 minutos de Bauru. A entrada do evento é R$ 20, sem alimentação local.

A programação acompanha a velocidade dos astros: o museu abre as portas no início da noite, às 19h, e conta com fogueira, observação astronômica livre, trilha noturna, tirolesa iluminada liberada e pratos como o milho verde cozido ou assado.

Antes da pausa para a palestra do professor Rodolfo, marcada para 21h, o evento também terá música ao vivo, contação de histórias, roteiro histórico e circuito de aventuras.

“Teremos telescópios montados para quem quiser observar o eclipse à vontade, mas quem quiser também pode trazer o próprio instrumento: telescópio, binóculos, câmeras fotográficas. Nossa equipe de monitores do observatório irá orientar para que os interessados tirem o máximo de proveito desses equipamentos”, adiantou o professor.

A maratona astronômica segue para quem estiver acampado no Museu do Café do domingo para a segunda-feira. O acampamento precisa ser previamente reservado pelo link, que também apresenta mais informações e orientações. O valor da entrada com o acampamento é R$ 30 e, se inclusa a alimentação, é R$ 50.

Fonte: TV TEM Bauru

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