Justiça manda soltar acusado de rebelião e morte na Fundação Casa de Marília
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Motim aconteceu em outubro de 2016 e culminou em cruel assassinato do agente penitenciário Carlos Francisco Calixto ler
A Justiça determinou a soltura de D.R.S.C., agora já maior de idade, que cumpria internação judicial desde quando era menor pelo assassinato do agente penitenciário Carlos Francisco Calixto e pelo envolvimento na liderança da rebelião na Fundação Casa de Marília, em 2016.
A decisão é da 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça, que reformou ordem judicial de Marília nesta última terça-feira, 15 de março. O relatório com os termos do acórdão ainda não foi divulgado, mas o Tribunal atendeu recurso da defesa do acusado “com determinação de liberação imediata”.
D.R.S.C. era adolescente quando se envolveu na rebelião e morte. Hoje, ele já tem mais de 18 anos. No ano passado, a Vara da Família de Marília havia determinado a internação involuntária, por quadro de psicopatia.
O motim na Fundação Casa aconteceu no dia 4 de outubro de 2016. Após evento com entidade religiosa, os internos retornavam para quartos quando um agente de apoio foi rendido.
Calixto tentou impedir que os rebelados invadissem outras alas e foi morto com um cabo de vassoura introduzido na garganta. O mesmo cabo foi usado para agredir outro agente, que sobreviveu.
Outros três funcionários da instituição ainda foram agredidos e 18 internos conseguiram fugir durante a revolta. Em 2021, quatro envolvidos – que eram adultos na época do caso – foram levados a julgamento e receberam penas de 48 anos, 18 anos e 16 anos.

