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Governo de São Paulo troca comandos das polícias Civil e Militar

Osvaldo Nico Gonçalves assume como delegado-geral e Ronaldo Miguel Vieira vai liderar a PM; Estado enfrenta aumento de roubos e furtos ler

27 de abril de 2022 - 14:00

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), decidiu trocar os comandos das polícias Militar e Civil. Vai para a chefia da PM o coronel Ronaldo Miguel Vieira, que liderava o Batalhão de Choque. Já o novo Delegado-Geral é Osvaldo Nico Gonçalves, que era responsável pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). Garcia é candidato à reeleição e pretende anunciar novas medidas na área de segurança. Embora haja queda de homicídios, o Estado sofre com a alta de roubos e furtos.

Ronaldo Miguel Vieira, de 51 anos, foi promovido a coronel em 2019. Além do Choque, ele comandou o Policiamento de Área Metropolitano-1, a Casa Militar, a Companhia Territorial e do Policiamento de Área e o Regimento de Polícia Montada 9 de Julho e outros cinco batalhões. Vieira assume a corporação no lugar do coronel Fernando Alencar.

Coronel Ronaldo Miguel Vieira

Já o delegado Nico Gonçalves, de 65 anos, foi o fundador do primeiro Grupo de Operações Especiais (GOE), chefiou as equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), do Grupo Especial de Resgate – GER, unidade especializada na soltura e livramento de reféns, e foi delegado de polícia na Capital, estando à frente de grandes eventos, como a visita do Papa Bento 16, em 2007, e a Copa do Mundo de 2014.

Nico Gonçalves assume o lugar de Ruy Ferraz Fontes. O novo delegado-geral se notabilizou por participar de prisões de grande expressão na última década, como a detenção do ex-médico Roger Abdelmassih, em 2014, e do ex-médico Farah Jorge Farah, que se matou para não ser preso em 2017.

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Rodrigo Garcia assumiu o cargo no início deste mês. Entre seus desafios está a redução da sensação de insegurança nas ruas, frear os crimes patrimoniais, como roubos e furtos de veículos e celulares. O sequestro-relâmpago associado ao Pix é o principal enfrentamento do momento.

Outra mudança na Polícia Militar foi o uso de câmeras nos uniformes dos agentes, como forma de controlar o uso de força nas ações da tropa. As câmaras faz transmissão em tempo real das atividades diárias da tropa. Apesar dos bons resultados, os pré-candidatos ao Executivo paulista têm colocado em xeque a validade da tecnologia.  Garcia chegou a levantar dúvidas sobre o projeto: “filmar mais os bandidos do que a polícia”, em “operações especiais, como Choque e Rota, eu realmente tenho dúvidas.”

Recentemente, Garcia mudou o discurso. “Tenho repetido: as câmeras filmam o bandido e protegem o policial. Transformar seu uso numa discussão ideológica, do contra ou a favor, é não levar a sério a segurança pública. Os dados até agora mostram que as câmeras protegem a vida do policial. Ninguém me provou o contrário”.

A queda de letalidade policial no Estado após a adoção das câmeras foi de 46% na média mensal, comparando o período anterior ao posterior à adoção dos equipamentos. Os 18 batalhões que trabalham com câmeras registraram redução de 85%.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

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