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Internacional

Era Don Corleone

Ester Laís Costa Aquino

Trump impõe nova ordem global baseada em intimidação e acordos forçados ler

27 de fevereiro de 2025 - 15:40

A nova estratégia geopolítica de Donald Trump está remodelando as relações internacionais com base na coerção e no pragmatismo econômico. A revista britânica The Economist afirma que o presidente dos Estados Unidos rompeu com a diplomacia tradicional e instaurou uma abordagem agressiva, comparável ao estilo de Don Corleone, do filme O Poderoso Chefão.

“Aproxima-se rapidamente um mundo no qual quem tem poder faz o que quer”, alerta a publicação.

Os impactos dessa mudança já aparecem no cenário internacional. Nesta semana, em uma aliança sem precedentes, Estados Unidos, Rússia e Coreia do Norte votaram juntos contra uma resolução da ONU sobre a guerra da Ucrânia, isolando Kiev e os aliados europeus.  Trump deixou de lado antigas rivalidades e passou a priorizar interesses estratégicos imediatos.

“Essa aliança impensável há poucos meses reflete um novo equilíbrio de poder”, destaca a The Economist.

Uma nova geopolítica baseada em intimidação

“O novo sistema tem uma nova hierarquia, onde os Estados Unidos ocupam o topo, seguidos por países que têm recursos para vender, ameaças para fazer e líderes sem as restrições da democracia”, analisa a revista.

Trump substituiu a diplomacia tradicional por uma estratégia que impõe a vontade das grandes potências sobre as nações menores.  Nas negociações sobre a guerra na Ucrânia, Trump ignorou Kiev e os países europeus e iniciou um diálogo direto com Moscou. Esse movimento enfraqueceu a posição da Ucrânia e deixou claro que Washington está disposto a abandonar alianças históricas para garantir vantagens estratégicas.

A nova ordem global não se limita aos Estados Unidos. Líderes como Vladimir Putin (Rússia), Benjamin Netanyahu (Israel), Xi Jinping (China) e Friedrich Merz (Alemanha) compartilham a visão de poder baseada no interesse econômico e na força política. Segundo a The Economist, essa reconfiguração geopolítica ameaça a estabilidade mundial e coloca em risco valores democráticos fundamentais.

Exploração econômica e acordos forçados

Outro reflexo dessa nova abordagem é o recente acordo de exploração mineral entre Estados Unidos e Ucrânia. A revista denuncia que Trump impôs um contrato que favorece os interesses norte-americanos sem oferecer contrapartidas significativas a Kiev. “Washington impôs esse acordo à Ucrânia, a parte mais fraca na relação”, aponta a reportagem, sugerindo que a Ucrânia aceitou os termos sob forte pressão.

Essa postura agressiva também pode ser observada em outras frentes comerciais. A The Economist argumenta que Trump prioriza acordos que garantam benefícios diretos para os EUA, sem se preocupar com compromissos diplomáticos ou equilíbrio geopolítico. Segundo a publicação, essa mudança tornará o mundo “mais perigoso e os Estados Unidos mais fracos e pobres”, pois pode gerar instabilidade global e alienar aliados estratégicos.

A nova ordem global moldada por Trump se baseia na lógica do poder e da intimidação, em que países menores são pressionados a aceitar acordos desfavoráveis. Para a The Economist, essa dinâmica cria um cenário geopolítico instável, no qual os EUA podem perder influência a longo prazo.

“Ao agir como Don Corleone, Trump pode estar garantindo vitórias de curto prazo, mas está arriscando a posição global dos Estados Unidos no futuro”, conclui a revista.

Revisor: Diogo A. Cirillo

Reprodução Imagem: Reprodução/ The Economist

Ester Laís Costa Aquino Ester Laís Costa Aquino é uma estudante de Relações Internacionais na Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde ingressou em 2024. Ela é uma das integrantes da Geo, uma organização estudantil da UNESP que visa a democratização do ensino público, e faz parte da equipe da Secretaria Geral.Sua trajetória acadêmica inclui marcos como a participação no Huirsp (Harvard University International Relations Scholars Program), onde obteve uma bolsa integral, e no OxBright, programa da Universidade de Oxford, no qual publicou o artigo Economic Policy as a Tool for Promoting Peace no OxJournal. Ester também conquistou bolsas nos programas da Immerse Education, nas categorias de Liderança Feminina na universidade de Cambridge

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