“É preciso potencializar o protagonismo do público na cultura”
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“É preciso potencializar o protagonismo do público na cultura”
O colunista Grossmann destaca a expectativa da retomada das atividades de museus e salas de espetáculos ler
“Impressionam muito as imagens que vêm sendo exploradas pelas mídias, seja nos jornais de grande circulação, na televisão ou na internet, mostrando as salas de espetáculos, concertos, cinema e museus completamente vazios”, observa Martin Grossmann em sua coluna Na Cultura, o Centro Está em Toda Parte (clique e ouça o player acima). “Isso se dá num momento particular em que existe uma grande expectativa de retomada das atividades.”
Grossmann aguarda este retorno e questiona: “Por que shopping centers abriram antes do que os museus? Fica aí uma questão, mas o que eu gostaria de explorar nesta coluna é esse vazio que se apresenta nessas fotos. Que vazio é este? É claro que sabemos que a plateia está em casa ou impedida de frequentar estes espaços por boas razões. Mas como podemos qualificar este vazio?”.
A potencialização do vazio, segundo Grossmann tem o seu significado nas artes. “Eu me lembrei em particular de dois escultores modernos que têm uma contribuição importante na história da arte moderna que são o inglês Henry Spencer Moore e o basco espanhol Jorge Oteiza. Nas suas obras, essa relação com o vazio é fundamental e explorada, seja de forma figurativa, no caso de Moore, mas também de forma mais abstrata, como Oteiza.”
Segundo Grossmann, nas esculturas de Moore e Oteiza o espaço deixa de ser meramente vazio para ser um convite para a interação do público, incorporando as características do entorno onde as obras estão inseridas. “Torna-se algo que demanda a participação daqueles que interagem com estas esculturas, os espectadores deixam de ser meros passivos e observadores.”
Grossmann destaca também outras formas de enquadramento na potencialização do vazio como a arquitetura. “Niemeyer faz isto, por exemplo, fazendo uso dos pilotis e de elementos da arquitetura que acabam provocando uma relação entre o objeto que é o edifício com o seu entorno”, afirma. “Hoje, é muito importante repensar o público, na relação entre democratização da cultura e democracia da cultura.”
O colunista acentua a importância da participação do público não só como espectador, mas na sua relação com as diferentes produções culturais. “O momento é extremamente propício a esses espaços culturais repensarem o seu relacionamento com esse público ausente, utilizando, nesse sentido de uma forma mais criativa, outras ferramentas que precisam ser criadas para realmente enaltecer ou potencializar reforçando a primazia e o protagonismo do público na cultura.”
Fonte: A coluna Na Cultura o Centro está em Toda Parte, com o professor Martin Grossmann, vai ao ar toda quarta-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.