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Internacional

Crise diplomática entre Brasil e Paraguai: vazamento de espionagem

Maísa Faria Pereira

ABIN acusada de invasões hackers no Paraguai ler

03 de abril de 2025 - 08:00

Durante essa semana, surgiu uma polêmica sobre uma crise de espionagem entre o Brasil e o Paraguai, a qual está sendo investigada. A ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) foi acusada de manter operações de invasões hacker no sistema paraguaio.

De acordo com um funcionário da ABIN, a atual gestão da agência possuía uma estrutura paralela para coletar informações do país vizinho, de forma ilícita. A notícia repercutiu fortemente após o vazamento de informações do inquérito da investigação da Polícia Federal Brasileira sobre tais ações da empresa. 

Diante disso, o governo do Paraguai convocou seu embaixador no Brasil, Juan Ángel Delgadillo, para prestar explicações detalhadas sobre o ocorrido. De maneira geral, a convocação de um embaixador é uma forma de constranger o país que, no caso, está sendo investigado. 

Tal invasão hacker teve início no governo Bolsonaro e encerrou-se em março de 2023 no governo do atual presidente Lula. O presidente afirmou que ao terem conhecimento de tal feito ordenou encerrar o trâmite, porém, de qualquer maneira, houve a manutenção das operações hackers durante duas gestões governamentais. 

Lula também afirmou que deseja evitar uma crise diplomática com o país vizinho. Assim, avisou que nenhuma decisão nas negociações sobre o valor da energia excedente vendida para o Brasil foi tomada com o intuito de prejudicar o Paraguai.

QUAL SERIA O INTERESSE POR TRÁS?

O ponto crucial do que está por trás dessa crise diplomática entre o Brasil e o Paraguai são as negociações acerca do anexo C do acordo de Itaipú. 

O acordo C, que está sendo debatido, refere-se às bases financeiras e comerciais da Usina Hidrelétrica de Itaipu, já que o prazo de pagamento da obra de 50 anos encerrou em 2023. Ou seja, o Paraguai deixou de dever o Brasil, o qual tinha financiado a obra da usina, ao ressarcir durante os últimos anos o Brasil. 

Desse modo, com o fim do pagamento, surgem dúvidas sobre a hidrelétrica binacional. Como por exemplo, quanto o Brasil vai pagar para o Paraguai acerca da energia, será autorizado comprar energia excedente, o Paraguai vai poder exportar essa energia excedente, entre outras questões. Assim, as negociações perante a isso estão tensas desde o primeiro semestre de 2023 e a partir do vazamento de informações e operações hackers no sistema de operações do Paraguai, nasce uma enorme desconfiança perante ao governo brasileiro, abalando a diplomacia entre os países. 

É NECESSÁRIO SE PREOCUPAR?

Bom, de acordo com Vinícius Rodrigues Vieira, professor de relações internacionais da FAAP e da FGV, os governos utilizam investigações digitais para obter informações sobre países vizinhos ou parceiros de maneira comum, porém não declarada. 

Dessa maneira, mesmo que comum, a ação não pode ser negligenciada. Já que dependendo de quais e o porquê de terem sido coletadas, é preocupante o futuro de uma relação diplomática.

 

Redator: Maísa Faria

Revisor: Karini Yumi

Reprodução de Imagem: Reprodução/InfoMoney

Maísa Faria Pereira Graduanda no curso de Relações Internacionais na Universidade Estadual Paulista - campus de Marília. Membro do Laboratório de Realidades Virtualizadas da Unesp de Marília.

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