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Colunista analisa a posição da China diante do conflito entre Rússia e Ucrânia

Alberto do Amaral entende que a China tenta se manter, de um lado, na defesa da soberania nacional, e, do outro, numa aliança com a Rússia ler

21 de abril de 2022 - 20:00

A China, na maioria das vezes, tem se abstido nas reuniões da ONU em relação à guerra na Ucrânia e por vezes tem apoiado explicitamente a Rússia. Será essa amizade entre as duas nações sem limites? O professor Alberto do Amaral acredita que não e diz que um dos motivos são os Estados Unidos. A China considera os EUA uma nação decadente e defende uma reformulação da ordem econômica e mundial vigente. O que ela busca é mais soberania e participação nos temas globais.

Com relação à guerra na Ucrânia, a China vê com cautela o conflito, sobretudo no trato com a Rússia. Se esta for vitoriosa na guerra, consolida o enfraquecimento da Otan e, consequentemente, dos EUA, mas, se a Rússia fracassar, continuará como um Estado dependente de exportações de matérias-primas para a China.

Em resumo, a China tenta se manter, de um lado, na defesa da soberania nacional, e, do outro, numa aliança com a Rússia, para enfraquecer o poder dos Estados Unidos. Até onde isso será possível só o futuro dirá.

Fonte: Jornal da USP

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